domingo, 29 de julho de 2012

Perda

És a primeira coisa
Que me alegro em perder.
Quanto mais te perco,
mais sinto que te ganho!

Sem choro nem vela


Aos poucos estas saindo de minha mente,
Estas se tornando uma simples e rara lembrança,
De um passado sombrio de dor e sofrimento
Que quase levou-me a loucura.
Uma simples sombra serás em meu pensamento,
Nada, não serás nada, a não ser mais um
Devaneio de juventude.
Não preciso nada mais,
Do que tua fuga,
Silenciosa,
Tímida.
Para recobrar a paz que me fugiu,
Única e exclusivamente por tua culpa,
Necessito de distância,
Entre eu e tu.
E minha alma,
Precisa esquecer-te,
De vez,
Sem choro nem vela.

sábado, 28 de julho de 2012

Parusia do Amor


Volta! Vem! Mostra teu advento!
Ah Quão ansiosos esperamos nós,
Os poetas pela tua volta.
Que voltes,
Não escatológicamente,
Mas hoje.
Estabelece o teu reino entre nós,
Dom perdido,
Te faças presente na nossa vida,
Sendo de verdade,
Enraizado.
Pois só se ama o que se conhece
E só se conhece com o tempo.